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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Prefeitura e Funarte fazem ocupação do CEU de Maricá

do portal da Prefeitura de Marica
Texto de Fernando Uchôa (edição de Raquel Andrade) e fotos de Fernando Silva


A Prefeitura de Maricá e a Funarte realizaram na noite da última sexta-feira (14/11) a ocupação da cia É Tudo Cena!, vencedora do edital do Ministério da Cultura (Minc), para a realização, no período de seis meses, de diferentes atividades culturais no Centro de  Esportes e Artes Unificados (CEU) de Maricá, localizado na Mumbuca. Na cerimônia de abertura, o público presente conferiu uma exposição, palestra e apresentações de música em homenagem a cultura afro.

 Abertura da ocupação ocorreu no Ceu. A Cia. É Tudo Cena! coordenará as 14 oficinas gratuitas.


O cerimonial ficou a cargo da produtora cultural Aduni Benton, que estará à frente das atividades realizadas no centro. "Durante a nossa permanência, estão programadas 14 oficinas temáticas (de teatro, dança, canto, artesanato e outras) e sextas-feiras musicais. Só um governo com um olhar diferenciado poderia proporcionar isto. Maricá é uma cidade que respira cultura. Noventa por cento dos artistas deste projeto são maricaenses", informou.
O secretário municipal de Cultura, Sérgio Mesquita, que representou o prefeito Washington Quaquá na ocasião, relatou que, após a inauguração do CEU em Maricá, que é o primeiro do estado do Rio de Janeiro, a realidade da comunidade é outra e os moradores são participativos e fazem questão de prestigiar os projetos desenvolvidos no local. “O CEU representa o espírito de luta. A comunidade não só participa como está inserida nele. Basta ver que em seis meses de inauguração já existem seis oficinas de teatro, com 120 alunos de seis aos 60 anos”, ressaltou orgulhoso.
Já o representante do Ministério da Cultura do Rio e Espírito Santo, Fábio Lima, ressaltou que o Brasil está vivendo um momento de transformação social. "A cultura é muito mais do que um evento isolado. Estamos vivendo um momento em que as minorias estão tendo as mesmas oportunidades que as classes privilegiadas na educação, nas artes, na cultura. Parabéns pelo evento e conte conosco para o que precisar", disse.

O evento, que contou com a presença de autoridades municipais de Maricá e de demais cidades, seguiu com a apresentação do Coral Iyún Asé Orin, com cânticos sagrados de diversas regiões da África. Um coquetel foi servido no intervalo da programação aos convidados.

O público conferiu diversas atividades culturais

A maestrina Tânia Amorim comemorou a ocupação oficial da companhia no CEU. "A aprovação, através de edital do Ministério da Cultura, legitima um trabalho de 18 anos em prol da cultura afro-brasileira. Conheço Aduni Benton há mais tempo, somos irmãs de crença. Sei que ela busca o melhor para o desenvolvimento do país", disse. O administrador municipal do CEU Maricá, William Campos, contou que várias empresas disputaram o edital de licitação, apresentando propostas para ocupação do espaço das artes. "Venceu a melhor. Espero que nestes seis meses possamos formar multiplicadores de uma nova mentalidade em Maricá. Há muita gente querendo fazer teatro, participar da vida cultural e artística da cidade", afirmou.

O evento ainda contou com exposição em homenagem à cultura afro

O presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Gutti Fraga, descreveu o CEU como uma “casa de sonhos”. De acordo com ele, a partir das oficinas, será possível para a comunidade realizar sonhos. “O homem sem sonhos é como um pássaro de asas quebradas. O artista é um sonhador, mas também é um cronista da vida. E essa crônica foi registrada quando o Ministério da Cultura inaugurou este CEU. Parabéns a todos nós por esta oportunidade de sonhar", finalizou.


Atividades Culturais no CEU
No Centro de Esportes e Artes Unificados (CEU) de Maricá, serão executadas atividades gratuitas de música, dança, teatro, esportes, pintura e literatura, disponíveis para moradores de todas as idades, pela Cia É Tudo Cena!, grupo teatral vencedor do edital da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Ao todo, serão realizadas 14 oficinas, divididas em três horários (9h às 12h, 14h às 16h30 e 18h às 22h): teatro infantil (com o grupo DJOTA), teatro negro (Cia. É Tudo Cena!), perna-de-pau (Grupo LATEX), capoeira (Filhos da Lua), percussão de instrumento e corporal (Mestre Nego Zara), balé clássico (Cia. Vida de Teatro e Dança), pintura com óleo sobre tela (artista plástico Di Bonilho), pintura contemporânea e tatuagem de hena (Felipe Benicá), beleza afro-brasileira (cabeleireiro Luizmarck Girão), contação de história (professora Lucinha Pessoa), arte de brincar sobre os vídeos infantis (psicopedagoga Fátima Reis), cestaria de taboa (artesã Benedita Rosa) e sinos dos ventos (artesã Paula Regina).


O Coral Iyún Asé Orin apresentou cânticos sagrados de diversas regiões da África

Pelo contrato de ocupação com a Funarte, a Cia. É Tudo Cena! promoverá, durante seis meses, sete exposições – indumentária e objetos de povos tradicionais de atriz africana, quadros de óleo sobre tela e de pintura contemporânea dos títulos de filmes, fotografias de beleza negra e de tatuagem, cestaria de taboa e sino dos ventos –, além da exibição de filmes para adultos e crianças (40 sessões ao todo), lançamento de seis livros e 10 apresentações musicais e 22 de peças teatrais. Outras informações podem ser obtidas na Secretaria Municipal de Cultura pelo telefone 3731-1432.​

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Cia. É Tudo Cena! participa de audiência pública em Brasília

A diretora artística da Cia. É Tudo Cena!, Aduni Benton, e o diretor de produção Marcos Paulo Silva, estiveram presentes no dia 21 último, em Brasília, na audiência pública da comissão de Educação  e Cultura, que tratava da questão de editais de projetos culturais e de fomento das políticas de patrocínio para a arte e cultura negra, juntamente com representantes de vários movimentos negros do Brasil.

Dentre as autoridades que estiveram presentes na audiência, destacam-se os presidentes da mesa, deputados Newton Lima e Luiz Alberto, além dos deputados que participaram da plenária Waldenor Pereira, Paulo Rubem Santiago, Edson Santos, Francisco Everardo Oliveira Silva e Jean Wyllys. Foram convidados a compor a mesa, a ministra chefe da Secretaria Especial de Políticas e Promoção da Igualdade Racial Luiza Helena de Bairros, Valdina Oliveira Pinto - Makota (Terreiro Taruni Junçara), José Hilton Santos Almeida - Cobrinha (membro do Movimento AKOBEN), Henilton Menezes (representante do Ministério da Cultura), Elói Ferreira (Presidente da Fundação Palmares), José Avelar Matias Lopes (Gerente Executivo de Marketing do Banco do Brasil), Noaide Nery Correa (Representante da Empresa de Correios e Telégrafos - ECT), Gustavo Luiz Pacheco (Gerência Nacional de Promoções, Cultura e Esportes da Caixa Econômica Federal) e Antônio Carlos Gonçalves (Secretário de Comunicação da Presidência da República).

Marcos Paulo Silva, Luiz Carlos Gá, Ana Paula Black, Sarito Rodrigues, Claudia Vitalino, Iléa Ferraz e Aduni Benton. Foto de Ierê Ferreira 


Aduni Benton, em seu discurso, chamou a atenção dos que compunham a mesa em detrimento  a publicação da II CONAPIR (Conferência Nacional de Cultura), onde fala que "todos os editais públicos de cultura possam em seu corpo de jurados avaliadores reunirem, no mínimo, dois integrantes da etnia negra especializados em cultura negra para avaliar os projetos (...)". E ainda salientou que "o que nós queremos é que seja cumprido, tanto na conferência nacional de cultura quanto na conferência nacional de igualdade racial (...) porque não está sendo cumprido. É uma falácia!"
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A diretora artística da Cia. É Tudo Cena! também cobrou dos responsáveis pela elaboração de editais destinados a projetos de ocupção em teatros da FUNARTE mais transparência nas apurações e nos processos decisórios. Abaixo, confira o vídeo do discurso de Aduni na audiência pública.